segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Semiótica na publicidade


ANÁLISE SEMIÓTICA DE CAMPANHA PUBLICITÁRIA

Desde de o início da civilização a comunicação se fez presente, assim o homem foi convencionando maneiras diferentes para que ela então se estabelecesse. Convencionou-se ícones, índices e símbolos, elementos da semiótica para que a comunicação se desenvolvesse de maneira rápida e fosse possível de ser compreendida por todos. Somos cercados por esses elementos diariamente, desde a nossa fala até mesmo no trânsito, escolas… em tudo. Mas o que vem a ser semiótica, ícones e símbolos e como eles se fazem presente em nosso cotidiano?
Semiótica vem do Grego semiotiké e é traduzida como doutrina geral dos signos, signos por sua vez se refere a tudo que existe para se referir a outra coisa, para entendermos melhor tudo isso podemos olhar a tela do computador, nela temos vários ícones, ou seja imagens que foram projetadas para parecer com o que existe na realidade. A lixeira, por exemplo, é um ícone que exerce a mesma função da lixeira que conhecemos na realidade, em ambas depositamos tudo o que consideramos inútil, porém a lixeira do computador não é a lixeira da realidade. Assim os signos podem ser ícones como já foi explicado, índice que se trata basicamente de uma parte, ou um traço que já nos remete ao todo, como exemplo a fumaça, quando estamos em algum ambiente e sentimos cheiro e vemos a fumaça, se entende que algo pegou fogo, sem a necessidade de ver se realmente há um incendio ou não. E ainda temos os símbolos, consistem em convenções que foram criadas, como as diversas bandeiras que conhecemos, ao olhar a bandeira do Brasil logo sabemos que trata da representação de um país, não que ele se assemelhe com o Brasil realmente, mas se refere a ele.
            Analisemos a imagem a seguir para melhor entender todo esse contexto.

Se  trata de uma campanha publicitária de uma famosa marca de ketchup, nela existe todos os elementos explicados anteriormente, é importante analisá-la bem. O que vemos seria tomates cortados, montados de forma a parecer uma embalagem tradicional de ketchup, seguido da frase “No one grows ketchup like Heiz”, a partir dessa frase percebemos a tradicionalidade da marca, traduzindo ela seria basicamente “Nenhum ketchup cresce como Heiz”, o primeiro ketchup da marca foi lançado em 1876, livres de conservantes artificiais, assim entendemos a escolha da frase, pode-se referir ao mercado, como se nenhuma empresa alcançasse o crescimento desta em específico com vendas de ketchup. De 1876 em diante as vendas foram só aumentando, chegando a produzir 12 milhões de garrafas e atingindo partes do mundo todo  com seu sucesso como incluindo Austrália, América do Sul, Japão, Nova Zelândia, África do Sul e Reino Unido. Analisando a imagem como um todo, pode-se referir também que não houve processo de industrialização, como se o tomate já fosse cultivado para ser ketchup.
Na imagem temos cortes de tomates que formam a embalagem do ketchup, já pelo formato em que foi construída já temos um ícone por justamente ter a semelhança de uma embalagem tadicional. Entendemos, ainda, que o produto apresenta uma qualidade incomum de ter um conteúdo apenas com tomates e nada mais confirmando a tradicionalidade da empresa em não usar conservantes artificiais. A parte superior é primordial para entender que toda a imagem se trata de um tomate, nela temos a tradicional parte de cima de um tomate, com ate mesmo aquele cabinho verde, como se fosse retirado da plantação daquela maneira mesmo. Nessa imagem esse simples cabinho verde se tornou um índice, a partir dele entendemos um todo.
Finalizando essa análise pode-se dizer que a própria logomarca se trata de um símbolo, se trata de uma convenção que logo que vemos entendemos que se trata de um ketchup. Da mesma maneira que houve a análise dessa imagem nós analisamos e entemos outros diversos signos, sem que notamos isso, de uma maneira muito rápida e precisa, o que permite nossa interação com todo o meio.

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